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Central do Corpo Caloso


A rede brasileira de informações e comunicação para pessoas com anomalias cerebrais que envolvem o corpo caloso, suas famílias e os profissionais que trabalham com elas.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Novas conexões cerebrais e o Corpo Caloso


Neurocientistas brasileiros esclarecem antigo paradoxo que, há décadas, intrigava a comunidade científica. Em descoberta inédita, eles identificaram duas novas vias de comunicação entre os dois hemisférios do cérebro.
Imagine-se como ‘cobaia’ de um experimento neuropsicológico. Sem pânico – ninguém abrirá seu cérebro nem implantará eletrodos em seus miolos.
O teste é deveras simples: por debaixo de uma mesa, sem que você veja, o cientista colocará em sua mão esquerda um objeto qualquer – como, por exemplo, uma chave. Sua tarefa será apenas senti-la por meio do tato. E, em seguida, deverá dizer ao pesquisador o nome do objeto que você identificou.
Pessoas ditas normais não teriam problema algum em realizar esse teste. As informações táteis captadas pela mão esquerda são enviadas ao hemisfério direito do cérebro. Mas, para que se possa expressar verbalmente a ideia de que é uma chave, a informação terá de ser transferida do hemisfério direito – que recebeu os estímulos – para o hemisfério esquerdo – o responsável pela linguagem. Essa comunicação é feita principalmente por meio de uma estrutura cerebral que os cientistas chamam de corpo caloso: um conjunto compacto de fibras nervosas que funcionam como verdadeiros ‘cabos’ de transmissão entre os dois hemisférios.
A ausência do corpo caloso impede a comunicação eficaz entre os dois hemisférios do cérebro. E, pela lógica, pacientes que já nasceram sem essa estrutura deveriam apresentar essa incapacidade
Acontece que algumas raras pessoas já nascem sem essa estrutura – quadro conhecido como agenesia do corpo caloso. Outras sofrem sua interrupção cirúrgica, em uma operação chamada de calosotomia – em geral para tratamento de casos graves de epilepsia.
Mas algo parecia não fazer sentido. Pois pacientes cujo corpo caloso é retirado cirurgicamente são, normalmente, incapazes de realizar com sucesso o teste neuropsicológico proposto no segundo parágrafo. E o motivo é um tanto óbvio: a ausência do corpo caloso impede a comunicação eficaz entre os dois hemisférios do cérebro. E, pela lógica, pacientes que já nasceram sem essa estrutura também deveriam apresentar a mesma incapacidade. Entretanto, eles realizam o teste de maneira exitosa – de fato, não apresentam dificuldade alguma em reconhecer o objeto. Por quê?
Tal estranheza desafiou gerações de cientistas. E entrou para a literatura como ‘o paradoxo de Sperry’ – pois o fenômeno fora estudado pelo neurocientista estadunidense Roger Sperry (1913-1994), laureado com o Nobel de medicina e fisiologia em 1981.
Após décadas de incertezas e dúvidas, novos dados finalmente esclarecem o intrigante mistério. Os méritos vão para uma dupla brasileira de neurocientistas: Fernanda Tovar-Moll e Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com uma extensa equipe de colaboradores.

Paradoxo esclarecido

“Sabíamos que os hemisférios de pessoas nascidas sem o corpo caloso se comunicavam de alguma maneira, mas ainda não sabíamos como”, diz Tovar-Moll à CH On-line. “Com técnicas avançadas de mapeamento do cérebro, conseguimos identificar dois feixes anômalos que promovem essa conexão.” Os resultados foram publicados esta semana no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos.
Conexões cerebrais
Conexões funcionais (em amarelo) entre os dois hemisférios cerebrais (em azul e vermelho). Em um paciente saudável (A), as regiões são conectadas estruturalmente por meio do corpo caloso. Em pacientes nascidos sem essa estrutura (B e C), a conexão é feita por vias alternativas. (imagem: Tovar-Moll et al/ PNAS)
Foram estudados seis pacientes, todos nascidos sem o corpo caloso. Eles tinham entre 6 e 40 anos. Neles, os testes mostraram que a comunicação entre os dois hemisférios era praticamente igual àquela vista em um grupo controle formado por indivíduos normais. “Entre os pacientes nascidos sem o corpo caloso, porém, observamos estruturas de conexão alternativas entre os dois hemisférios”, observa Tovar-Moll. “São estruturas não observadas em pessoas que têm o corpo caloso.”
São dois canais alternativos de comunicação entre os hemisférios. “Eles ligam a região do córtex parietal superior bilateralmente”, detalha a neurocientista. É uma área relacionada, entre outras coisas, ao reconhecimento tátil.
A explicação do fenômeno, diz a pesquisadora, está associada ao que chamamos de plasticidade cerebral.

Reorganização do cérebro

Plasticidade cerebral é uma instigante propriedade do cérebro – segundo a qual ele é capaz de se remodelar, reorganizar e readaptar a novos contextos de acordo com novas necessidades que eventualmente se coloquem em seu caminho.
“Um paciente vitimado por acidente vascular cerebral pode, por exemplo, ter alteração de fala ou linguagem e, meses depois, recuperá-las; e é exatamente a plasticidade cerebral que está por trás disso”, explica Tovar-Moll.
Da mesma forma, quando uma criança nasce sem o corpo caloso, seu cérebro consegue de alguma maneira se remodelar para compensar a ausência dessa estrutura. Essa compensação, acreditam os pesquisadores, acontece ainda durante o desenvolvimento do cérebro.
Vias de comunicação cerebral
A imagem mostra, em verde e azul, outros dois feixes anômalos de comunicação entre os hemisférios cerebrais, mas com função ainda desconhecida. (imagem: Tovar-Moll et al/ PNAS)
Os autores do novo estudo sugerem que conexões cerebrais nas primeiras fases do desenvolvimento do órgão podem ser radicalmente modificadas – provavelmente em resposta a fatores ambientais ou genéticos –, chegando a formar conexões anômalas alternativas. “É o que chamamos de ‘plasticidade de longa distância’”, diz Tovar-Moll.
Diversas doenças mentais podem ser associadas a padrões anormais de conexão entre distintas regiões cerebrais. É por isso que o entendimento mais detalhado desses mecanismos pode oferecer novo horizonte investigativo no tratamento de diversas desordens neurológicas.
Curiosidade: esses estudos requerem capacidade computacional elevadíssima. Como reporta o biólogo e jornalista Carl Zimmer, em recente edição da National Geographic, um mapeamento preciso de um único cérebro humano usaria nada menos que 1,3 bilhão de terabytes – metade da capacidade computacional de armazenamento que a humanidade tinha em 2012.
Henrique Kugler
FONTE: Ciência Hoje On-line



quarta-feira, 14 de maio de 2014

Brasileiros descobrem novas estruturas no cérebro


Texto de Herton Escobar
Cientistas do Rio descobriram dois feixes alternativos de neurônios que conectam os hemisférios de pessoas que nascem sem o corpo caloso no cérebro. Estudo foi publicado na revista PNAS.
FOTO: Imagem mostrando a localização de um dos feixes alternativos descobertos pela pesquisa, em amarelo. Os círculos vermelho e azul são as regiões do cérebro conectadas por ele. Crédito: IDOR

Cientistas brasileiros podem ter resolvido um mistério de certa forma “fantasmagórico”, que assombra anatomistas e neurocientistas há quase meio século: Como informações são transmitidas de um hemisfério para outro no cérebro de pessoas que nascem sem o corpo caloso?
O corpo caloso, para entender o mistério, é uma estrutura fundamental que conecta os dois hemisférios do cérebro (esquerdo e direito) como uma ponte de cabos neuronais (axônios), através dos quais as informações transitam de um lado para outro do órgão conforme necessário. Essa ponte não chega a ser vital — pois há pessoas que nascem e vivem naturalmente sem ela –, mas é extremamente importante para o funcionamento normal do cérebro.
Pessoas que tiveram o corpo caloso cortado cirurgicamente — algo que se fazia no passado, como tentativa de tratamento para uma série de distúrbios psíquicos e epilepsia — sofrem com uma série de sequelas. Entre elas, a incapacidade de verbalizar o nome de objetos que são tocados com a mão esquerda, porque o reconhecimento tátil do objeto é processado pelo hemisfério direito, mas a fala é controlada primordialmente pelo hemisfério esquerdo, e o sinal não consegue passar de um lado para outro. Ou seja, o paciente segura o objeto e o reconhece com o hemisfério direito, mas não é capaz de dizer seu nome com o hemisfério esquerdo, porque a informação tátil que é gerada de um lado não consegue se conectar com a região de processamento da fala do outro lado.
No final da década de 1960, porém, o neurocientista Roger Sperry descobriu que pessoas que já nascem sem o corpo caloso não têm esse problema: elas podem reconhecer e falar o nome de qualquer objeto, independentemente da mão que estejam usando para segurá-lo. Ótimo! Mas como? Ninguém sabia dizer como um hemisfério se comunicava com o outro na ausência do corpo caloso, e isso ficou conhecido desde então como o “paradoxo de Sperry”.
Agora, pesquisadores brasileiros ligados principalmente ao Instituto D’Or e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) parecem ter finalmente resolvido esse paradoxo. Eles investigaram o cérebro de pacientes com disgenesia (ausência congênita) do corpo caloso e descobriram que eles possuem duas “pontes” alternativas de cabeamento neuronal, que transferem informações de um hemisfério para outro — restaurando assim, ao menos parcialmente, as funções normalmente executadas pelo corpo caloso. A descoberta foi feita por meio de técnicas avançadas de imageamento (ressonância magnética funcional e imagem do tensor de difusão). Ninguém teve seu cérebro cortado para isso.
FOTO: Um cérebro humano cortado ao meio no laboratório do pesquisador Roberto Lent, na UFRJ, que é autor sênior do trabalho. O corpo caloso é essa estrutura branca e achatada no meio. Crédito: Herton Escobar/Estadão
Rotas alternativas. Esses feixes não existem nas pessoas normais, segundo a pesquisadora Fernanda Tovar-Moll, que assina o trabalho como primeira autora na edição desta semana da revista PNAS (link para o estudo: http://migre.me/jaHEV). “São vias alternativas que se formam no cérebro desses pacientes para compensar a ausência do corpo caloso”, disse ela ao Estado.
A exemplo do corpo caloso, essas vias alternativas são construídas de aglomerados de axônios, mas não foi possível estimar quantas “fibras” estão presentes em cada feixe (o corpo caloso tem aproximadamente 200 milhões de axônios). “Para calcular isso seria preciso fazer uma análise do cérebro pós-morte”, explica Fernanda. A espessura dos feixes, segundo ela, varia de um paciente para outro, mas eles têm mais ou menos “o calibre de uma caneta”. Ou seja, são estruturas robustas, que poderiam ser facilmente dissecadas com um bisturi.
Seja qual for o número de axônios dentro deles, a funcionalidade dos feixes foi comprovada pelos testes de reconhecimento tátil de objetos, nos quais os pacientes sem corpo caloso se saíram tão bem quanto os indivíduos sadios (controle), segundo o estudo.
Foram avaliados seis pacientes com disgenesia do corpo caloso, de ambos os sexos, com idades entre 6 e 33 anos. Todos tinham os dois feixes alternativos no cérebro, aparentemente desde o nascimento. Os cientistas especulam que os feixes sejam formados ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento embrionário, quando a plasticidade anatômica do cérebro ainda é bastante alta, como forma de compensar a ausência do corpo caloso.
O que não significa, necessariamente, que o problema esteja resolvido desde o início. As manifestações clínicas da ausência do corpo caloso nos adultos variam muito: desde casos de retardo mental severo até casos aparentemente assintomáticos. “Tem gente que não sabe de nada, vai fazer uma ressonância por causa de uma dor de cabeça e descobre que não tem corpo caloso”, relata Fernanda. “Os efeitos são extremamente variáveis.” E os cientistas não sabem explicar porquê.
Ou seja: um paradoxo foi resolvido, mas ainda há muitos mistérios para se pesquisar. Imagine só!
Fonte: Estadão

terça-feira, 29 de outubro de 2013

1º Encontro da Central do Corpo Caloso - veja como foi

O 1º Encontro  da Central do Corpo Caloso aconteceu em Campinas, no mês de Julho e contou com o apoio de diferentes profissionais e pessoas físicas.
Recebemos famílas de vários estados brasileiros e tivemos o prazer de conhecer crianças com ACC/DCC seus pais e alguns familiares que acompanharam.

Foi muito bom saber que o que aconteceu naquele dia teve início no dia em que cada mãe/pai sentou-se em frente ao computador e decidiu pesquisar a respeito do corpo caloso e ao pesquisar encontrou uma mãe  disposta a expor e compartilhar um pouco da experiência da sua família. 

Cada um com um sentimento, uma história, um contexto. Alguns durante a gestação, outros com o filho bebezinho, outros com o filho já grandinho, outros adolescentes e ainda aqueles com 50 anos! 
Recebemos contatos de pessoas de todos os cantos do Brasil, bem como de brasileiros que moram fora do país e de estrangeiros que se arriscam na comunicação de um idioma diferente.

Há também terapeutas, assistentes sociais, educadores e até conselho tutelar que nos procuram buscando algum tipo de orientação e informação a respeito de um diagnóstico tão diferente e pouco conhecido.
É uma honra e uma imensa satisfação poder trocar experiências, contribuir com um pouco de informação e dar uma palavra de incentivo e apoio a todos que nos procuram.

Nosso lema tem sido: mesmo que nossos passos sejam pequenos, nós não iremos parar de caminhar e se não há nada pronto, então iremos construir juntos!

Veja um pouco deste dia tão significativo para nós.

O Local
Aqui o prédio da Therapies- Centro de Reabilitação Intensiva, em Campinas, onde foi realizado o 1º Encontro da Central do Corpo Caloso no Brasil.


Os participantes receberam uma pasta com a programação prevista, crachá de identificação, caneta e papéis para anotações. As mães receberam ainda uma lembrança: um pingente perfumado, com as cores da Central do Corpo Caloso, carinhosamente confeccionado pela TJP Clínica de Terapia Ocupacional e Psicopedagogia


Famílias Especiais
Através de uma conversa descontraída, a Area Coach do MOPS Brasil, Cristina Cardoso, palestrou sobre "Famílias Especiais".

Além de uma mensagem de conforto aos corações, através de várias dicas práticas ela nos orientou para uma melhoria da qualidade de vida cotidiana:
- dos casais, incentivando-os a serem grandes parceiros na vida e no casamento, 
- das mães como mulheres (e não só como mães!), 
- nos relacionamentos com os filhos, com os familiares, com os amigos...
Ela ainda deu dicas para quem é amigo de famílias especiais.
No final, Cristina ressaltou a importância do apoio deixando a frase: "Acima de tudo, amem-se uns aos outros como se sua vida dependesse disso!"






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Num segundo momento, os papais foram liberados para o café. A intenção foi oferecer um momento em que os pais tivessem liberdade para se conhecerem e conversar com liberdade.

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Auto-maquiagem
Enquanto eles trocavam experiências, as mamães tiveram a oportunidade de receber orientações da profissional Viviane Ischio, em uma aula de auto-maquiagem.

A professora de make, nos ensinou a usar alguns truques e produtos para uma maquiagem rápida e básica, porém importante para realçar a beleza de cada mamãe.

A correria do dia-a-dia, o estresse entre uma consulta, um exame e todas as terapias, nos deixa abatidas e com aspecto muito cansado. Quando temos a postura de olhar para nós, não só como mães, mas também como mulheres e tomamos a decisão de cuidar também de nós mesmas, ficamos revigoradas.
É importante não nos esquecermos do cuidado próprio, da nossa saúde, da nossa aparência, do nossos sentimentos e dos nossos relacionamentos.

Para incentivar ainda mais, foram distribuídos entre as mães brindes diversos: produtos Mary Kay, bijouterias e artesanato.




(Atenção para os olhos atentos da participante mirim!)




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Café e conversa
Chegou a hora do café de todos juntos, mamães, papais, filhos e profissionais.
Iniciamos com os parabéns para o JM, que com muita gratidão da família, comemorou seu 5º ano de idade juntamente com esse grupo lindo de famílias de crianças com ACC/DCC.
Ele estava muito feliz e confortável em meio ao grupo.



O café MA-RA-VI-LHO-SO foi servido pela carinhosa equipe da Uai Gourmet.
Além do capricho na organização da mesa, da variedade e qualidade dos alimentos e disposição, o carinho e a alegria expressos pelos administradores da Uai Gourmet, fizeram toda a diferença nesse momento.
Embora eu não tenha a foto de tudo, tivemos diversos tipos de lanchinhos, salgados, bolos, pãezinhos, bolachichas, geléias, creme de avelã, também tivemos canjica,  frutas, iogurtes, sucos e o café todo lindo e delicioso.
As famílias ficaram à vontade para conversar, conhecer um pouco de cada pai/mãe/criança, trocar experiências sobre o comportamento, medicamentos, terapias, exames, especialistas, etc...etc...sobre a luta de cada dia, as dificuldades e as superações.








As crianças tiveram um espaço para brincarem durante o encontro: espaço livre, cama elástica e alguns puffs para decanso.



Musicoterapia
O Musicoterapeuta Andre Atmo Prem Lopes apresentou um panorama histórico sobre a musicoterapia. Falou sobre a importância da música no desenvolvimento global da criança, sobretudo daquelas com problems neurológicos, bem como sobre a importãncia do uso intencional e didático da música nas terapias.



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Leitura do livro "ACC and Me"
Fábio, um dos pais que ajudou, fez a leitura do livro "ACC and Me", momento em que pudemos revisar sobre o conceito de "corpo caloso" e das  implicações práticas da sua falta ou malformação.
O pai também  comentou sobre a experiência de sua família na busca por tratamento e informações nos EUA. A filhinha dele tem ACC e Síndrome de Aicardi.




O pai, Alexandre, falou um pouco sobre suas impressões e aprendizagens através da leitura de: "Knowing Alex: Life with Agenesis of the Corpus Callosum",   um livro que tem dois autores: Alex, 24 anos, com ACC e sua mãe. No livro, ambos relatam a experiência de vida da família, as barreiras sociais, a inclusão escolar, a dinâmica familiar, etc.

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A Therapies esteve aberta para que as famílias pudessem conhecer todo o espaço, os equipamentos e o método de trabalho. 
A clínica conta com equipamentos avançados e importados, atualização frequente de seus profissionais que buscam as novidades mais recentes no exterior, tanto no que diz respeito a equipamentos, quanto à formação .

Além disso, ainda oferece às famílias, conforto e atendimento humanizado.
A Fisioterapeuta responsável, Marina Junqueira, apresentou o método Therasuit, falou sobre as abordagens oferecida pela Therapies, sobre a importância da sintonia entre os diferentes profissionais que trabalham com a criança (Fisio, Fono, TO, Músico, etc), dentre outras orientações.
Ela tratou ainda sobre um tema de muita importância para o conhecimento dos pais de crianças com dificulades neurológicas: a neuroplasticidade.







Foi um dia empolgante, cercado por pessoas preciosas.
Queremos expressar nossa gratidão a todos que se envolveram, que colaboraram com suas doações e com seus serviços. 
Queremos agradecer a todos os participantes e dizer que o nosso desejo é que possamos sempre caminhar juntos!
Rumo ao próximo encontro!!! Vamos?





Este artigo pertence à "Agenesia do Corpo Caloso" . Não copie nenhum conteúdo (texto ou imagem) sem nossa expressa autorização! Artigo 184 do Código Penal.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Encontro Nacional Corpo Caloso

Nosso encontro será na cidade de Campinas-SP, no dia 20 de Julho, das 13:30 às 18:00.
Familiares, terapeutas e educadores são bem vindos.
Participe conosco!!!


Teremos palestras, bate-papo com a presença de profissionais e confraternização com café da tarde.
A cidade de Campinas tem aeroporto. Há hotéis próximo ao local do evento.
Quem precisar de indicações de hotel ou pousada, entre em contato conosco.
Para fazer a inscrição
Enviar e-mail para: centraldocorpocaloso@gmaill.com
anexando comprovante de pagamento, juntamente com os dados abaixo:
Nome e idade dos participantes:
Telefone:
Cidade:
Grau de parentesco com a pessoa diagnosticada com ACC/DCC:
Valor: R$ 30,00 (por adulto)
Banco do Brasil
Agência: 2426-0
C/C: 8865-X
Alexandre de Oliveira Rigazzo

Estamos à disposição para esclarecimentos.
Um abraço.



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terça-feira, 2 de julho de 2013

Primeiro Encontro Nacional Central do Corpo Caloso

Venha participar do primeiro Encontro Nacional da Central do Corpo Caloso.
Entre em contato conosco pelo e-mail: centraldocorpocaloso@gmail.com ou através do Facebook.
Será no dia 20 de Julho, sábado.
Faça a inscrição da sua família.



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sexta-feira, 28 de junho de 2013

A história do Rafael



Gostaria de dividir com vocês um pouco da história do meu filho Rafael, que também nasceu com agenesia do corpo caloso.

Tive uma gravidez maravilhosa, nada de intercorrências. Trabalhei até o final em dois empregos (APAE e AACD). Dirigia quase 60 Km por dia.

Quando estava com 7 meses, pela primeira vez, apareceu na Ecografia dilatação dos ventrículos. O médico não disse nada, mas como conheço bem  a neurologia, devido ao meu trabalho, me apavorei. Saí chorando, achando que meu filho tinha hidrocefalia e liguei para minha ginecologista, não conseguia nem falar. Foi aí onde tudo começou...

Era um sábado de manhã. Após uma semana, conseguí repetir o exame com um médico que minha Gineco indicou, por ser bem detalhista e bem conhecido em Porto Alegre. Na hora ele disse que tudo indicava ser Agenesia de Corpo Caloso, e que se fosse só isso, poderíamos ficar tranquilos que um médico, amigo dele também tinha agenesia, mas para ter certeza, só após o nascimento.


Por eu trabalhar com pacientes neurológicos e lidar com várias patologias, foi muito difícil para mim, pois passavam muitas coisas pela minha cabeça. Eu e meu marido não contamos à ninguém, pois o que eu menos precisava era de pessoas dando opiniões e fazendo comentários infelizes. A única pessoa com que me desabafei, foi com uma amiga, também fisioterapeuta. Ninguém percebeu nada. 

Eu levava 35 min da APAE até a AACD, e ia chorando no caminho. Chegava, lavava o rosto e fazia o meu trabalho. Após meses quando souberam realmente o que estava acontecendo, que todos se impressionaram, como eu consegui esconder e separar  o trabalho do pessoal. Tive uma força muito grande de Deus. Agradeço a ele por ter a oportunidade de ajudar o meu filho e estar passando por esta experiência. Hoje troco muito com as mães e entendo um pouco mais do que elas sentem. 


Voltamos ao nascimento. Rafael nasceu com 39 sem. de cesariana, pois não tive nada de dilatação. Nasceu super bem, apgar 9/10, com 3.420 KG e 49 cm. A única coisa que me disseram é que ele tinha nascido com uma má formação no pênis ( o que já foi corrigido posteriormente com cirurgias). Isso para mim era o de menos, pois queria saber o que estava acontecendo no cérebro. Chamei a pediatra na sala de recuperação e expliquei o que aconteceu, dizendo que queria saber o que meu filho tinha, o mais rápido possível para poder ajudá-lo.


Dentro do hospital mesmo ela já solicitou um US da cabeça. Por coincidência, a médica que fez o exame é Neurologista e disse que indicava Agenesia, porém teria que ser feita uma Ressonância, para a confirmação. Mas,por coincidência, esta médica contou, que fora casada com um médico que também tem Agenesia de Corpo Caloso. No caso dele, havia descoberto à poucos anos, devido a um acidente de carro, numa Tomografia. Ela relatou que na época ficaram assustados, como seria possível e através de pesquisas aqui e nos EUA, viram que seria possível um ser humano ter uma vida normal com a Agenesia. A pediatra do Rafa, também tem um colega médico Radiologista do Hospital de Clínicas de POA, que também tem Agenesia e que é inteligentíssimo, segundo ela.

Quando o Rafa estava com quase três meses é que iniciamos a investigação com a Geneticista (para saber a causa e a probabilidade de ocorrer em outros filhos) e a Neuropediatra (com a qual já trabalho faz anos na AACD). 

Na primeira consulta, ela me pediu vários exames e me disse que se fosse a Agenesia de Corpo caloso isolada, sem nenhuma outra má formação associada , que ele iria passar por todas as fases do desenvolvimento, só que no tempo dele. 

Nunca me esqueci daquelas palavras. As duas coisas que poderiam ocorrer com crianças com Agenesia, seria a deficiência visual e o atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. A dificuldade visual, o Rafa tinha. Ela colocou uma luz nos olhos dele e não reagiu. Mais tarde, vim a saber por uma amiga em comum, que para a Neuro ele não enxergava. Eu percebi e fiquei quieta. Na avaliação com a oftalmologista, ele sentou conosco e disse que ele não estava respondendo, mas que no exame de fundo de olho, não havia nenhuma má formação que o impedisse de enxergar, ele só precisava de estímulos para que ocorresse a conexão do nervo óptico e nos encaminhou para um centro de deficientes visuais e nos aconselhou que comprássemos mais de um tipo de móbile para estimular. 

O Rafa estava com 4 meses. Sei, através do meu trabalho, que a maturação da visão se dá de forma mais rápida até os 4 a 6 meses, depois até um ano e podendo ser estimulada com uma boa resposta até os 3 anos, ficando mais lento após este período. Na APADEV, ele foi avaliado por uma terapeuta ocupacional e por uma psicóloga, as quais me passaram algumas orientações e nos enviaram a avaliação com algumas sugestões.

 Montei um Kit de estimulação visual, encomendamos um livro do Lara Mara em SP e iniciei com os estímulos. Foi um dos momentos mais difíceis para mim, pois meu filho não olhava para mim e permanecia a maior parte do tempo olhando para a luz.

Com 9 meses retornamos na oftalmologista, a qual nos parabenizou, pq o Rafa estava com a visão normal de uma criança de 9 meses. Até hoje ela não acredita que o Rafa tenha Agenesia, pois é o único paciente dela que recuperou a visão 100%. Nossa primeira vitória; graças ao estímulo. 

Com 11 meses ele iniciou a Terapia Ocupacional, a qual terminou de trabalhar sua visão, pois ele ainda apresentava alguma alteração periférica. Retornamos à consulta com a Neurologista e ela também ficou surpresa, coloquei um cubo colorido na mão do Rafa e ele o explorou com a visão. Quanto aos exames, deram todos negativos e apareceu a AGENESIA de Corpo Caloso na RM, sem nenhuma outra má formação associada, graças a Deus. 

A geneticista fechou o diagnóstico da síndrome Optiz BBB, ou seja, ocorrem má formações na linha média como: agenesia, lábio leporino, disfagia, má formação cardíaca, fissura anal, ETC. Deus novamente foi maravilhoso, eu digo que com o Rafael "a bola pegou na trave do 2° tempo", pois só teve agenesia, hipertelorismo (olhos afastados) e hipospádia (má formação do pênis) a qual já foi corrigida e está normal.

Se viermos a ter outros filhos, 50 % de chance de ter a síndrome se for menino, a menina só é portadora. 

Bem, este foi um pouco do início da nossa luta. Também ocorreram convulsões posteriormente. Esta história deixarei para a segunda parte. Hoje o Rafa está com 5 anos, é uma criança muito esperta. Ainda não caminha independente, mas sabe se virar muito bem. Vocaliza alguns sons e no ano passado começou a falar papa, mamã e vovó.


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domingo, 5 de maio de 2013

Música de Mozart e Neurologia



Especialistas do Instituto de Neurologia de Londres afirmam que a música de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) pode funcionar melhor que remédios tradicionais no tratamento de diversos males, até mesmo de doenças complexas como a epilepsia.
 (...)
A causa dos efeitos ainda não é tão clara, mas muitos especialistas afirmam que a zona do cérebro que recebe e processa a música é a mesma da percepção espacial, por exemplo. Os estímulos provocados pela complexa e refinada música de Mozart, sobretudo a sonata K448, teriam, portanto, um impacto benéfico na massa cinzenta, organizando e estimulando células nervosas precárias, em um processo comparável a impulsos elétricas.

Leia a matéria completa no site da Folha, aqui.



Mozart " Eine kleine Nachtmusik" Allegro



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